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A Praia de um jeito que você nem imagina

July 27, 2017

 

A praia e os produtos vendidos por lá constroem a identidade de cidades inteiras. Alguém duvida?

 

Os códigos, símbolos, linguagens próprias, vendedores, barracas, passeios e lojas informais do litoral não só definem o estilo e modo de vida de algumas cidades, mas também movimentam uma economia vital para a rotina da maioria dos centros litorâneos do país.

 

A cidade do Rio de Janeiro é o maior exemplo disso, a sua identidade e o imaginário coletivo mundial que foi construído têm como referência as emblemáticas praias de Copacabana e Ipanema e a beleza de quem vai e que passa a caminho do mar. É justamente essa identidade que atrai milhares de turistas que desembarcam todo ano no Rio e acabam deixando uns bons dólares por aqui.   

 

Por aqui, tudo que vem da praia é levado tão a sério, que em 2016, quando um jornalista do New York Times durante os Jogos Olímpicos criticou o biscoito Globo (produto emblemático das areias), centenas de  cariocas se revoltaram com a opinião do estrangeiro, como se tivessem recebido uma ofensa direta a si próprios.


 

 É bem-certo que a forma de ocupação da orla sempre teve relação com momentos históricos, políticos ou econômicos do Rio de Janeiro e do restante do país. A antropóloga Julia O'Donnel  chama atenção para uma potência das identidades na praia e sua relação com projetos e momentos históricos da cidade. Ela afirma que o movimento de  popularização das praias cariocas é responsável até mesmo pelo desenvolvimento do setor de transportes no Rio

 

 

Durante as reformas no Rio de Janeiro para os mega-eventos, que começaram em 2007, percebe-se uma modernização e melhoria do comércio de praia, com quiosques padronizados e grande investimentos de marcas que captaram a importância de serem vistas e incorporadas no ecossistema da praia.

 

Numa economia em recessão, o mercado das praias é atrativo. Muita gente que perdeu seus empregos adotou a praia como fonte de renda. 

Atualmente, grande parte do comércio que existe na praia é informal, feito por vendedores ambulantes de todos os tipos e perfis que a cada dia, e principalmente no verão, se dispõem a percorrer horas nas areias e no sol da praia vendendo todo tipo de produtos para ganhar a vida.

 

Com uma extensão territorial que chega a quase 10 mil km banhados pelo mar ou por praias de água doce, o Brasil depende do comércio informal e é justamente na praia que a criatividade e potência empreendedora de milhares de brasileiros ganha espaço. 

 


Em estudo recente realizado pelo SEBRAE nas praias de Natal, foi constatado um equilíbrio total na faixa etária dos fregueses das areias, com variações de apenas 10% entre faixas de público de 0 a 55 anos. Esta condição revela que o frequentador da praia é plural e tem diferentes padrões de consumo. 

 

De quiosques mais sofisticados a pequenos vendedores, passeios, artistas de rua e serviços de moda, infinitas são as formas de consumir e empreender pelo território da orla e encontrar um lugar ao sol.

 

Praia é coisa séria. Em 2012, o então prefeito Eduardo Paes elevou os vendedores de Mate a condição de Patrimônio Imaterial do Rio de Janeiro. Fundados há cerca de 10 anos, o Brownie do Luiz e o HareBurguer são exemplos de pequenos negócios informais vendidos inicialmente na orla do Rio que conquistaram o gosto dos cariocas e rapidamente cresceram seus negócios a franquias físicas espalhadas pela cidade. 

 

Num mapeamento do mesmo SEBRAE, de 2010, foi constatado que a economia da praia movimentava mais de 7 bilhões de reais para o país e empregava mais de 200 mil pessoas.

 

Mesmo em tempos de crise, ninguém deixa de ir à praia. E as expectativas de lucro são pra lá de otimistas (e crescentes). Assim como a demanda por maior infra-estrutura e investimentos no turismo e em recursos que deixem a vida na praia ainda melhor. E é pra isso que o NaPraia existe! Pra mehorar sua vida Na Praia.

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